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Segundo dia usando o Paris Museum Pass e começando o passeio pelo Chateau de Versailles (Palácio de Versalhes).
Versalhes fica à 23 km de Paris e pertence à zona 4 (meu passe de transportes só era zona 1 e 2, falei dele: aqui) então fui de metrô até a estação Champs de Mars/Tour Eiffel (zona 1 ) com o meu passe e depois comprei o bilhete para o trem regional o RER da linha C por 2,90 euros (ida) e o percuso durou mais ou menos 20 minutos. Desci na estação “Versailles Rive Gauche” bem próxima ao palácio.

Na entrada do palácio/museu tem armários gratuitos para guardar mochilas, malas.
E também tem áudio-guia grátis em 10 idiomas: Inglês, Francês, Alemão, Espanhol, chinês, japonês, português, coreano, russo, italiano.

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Considerado um dos maiores palácios do mundo com seus 700 quartos, 2153 janelas e 1250 lareiras, seu estilo e arquitetura foram inspirados e copiados por muitos outros em vários países. É muito luxuoso, com obras de arte, detalhes em ouro no teto e nas paredes, tem lustres de cristal e pisos de mármore.

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De um simples pavilhão de caça, Luís 14 (que se auto denominava o Rei-Sol) mandou construir (a partir de 1664) o palácio mais imponente e luxuoso que já tinha existido, na verdade um palácio moderno para a época, sem fosso, sem torre, sem muralha bem diferente dos castelos ainda remanescentes da Idade Média. E assim transferiu seu governo e corte de Paris para Versalhes de onde reinava com uma monarquia absoluta e seus códigos de comportamento e etiqueta. Depois os seguintes reis Luís 15 e Luís 16 foram aumentando e alterando o palácio. Em 1789 na Revolução Francesa, quase foi destruído, só foi poupado pelo seu valor artístico e cultural, alguns objetos e móveis foram leiloados e transferidos para outros locais (foi quando a Monalisa foi “morar” no Louvre, até então ficava no palácio). E em 1837 o palácio foi transformado em museu.

Mais informações sobre sua construção: aqui
Vídeo animado da construção: aqui (em francês)

Mapa do que pode ser visitado:
área interna: aqui
área externa: aqui

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Destaque para:
Galeria dos Espelhos (1684)
Com 73 metros de comprimento por 13 de largura, são 17 janelas e 357 espelhos enormes, é a jóia do palácio projeto do arquiteto Mansart. O teto tem pinturas com as realizações do Rei Luís 14.
Imagina construir uma sala dessas em uma época em que o espelho custava mais caro que obras de pintores renascentistas além de ser um objeto raro pois só era produzido em Veneza. Outra curiosidade, aqui foi assinado o Tratado de Versalhes que marcou o fim da Primeira Guerra Mundial.

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Grand Canallago artificial de 1,7km de comprimento onde navegavam barcos e gôndolas venezianas.
E os JARDINS com fontes, estátuas, lagos, bosques desenhados por André Le Nôtre, um importante paisagista da época são lindos, maravilhosos considerados até uma obra de arte. Assim como o Palácio, faz parte da lista de Patrimônio Mundial da UNESCO. Ele tem iluminação especial à noite.

Mapa dos jardins: aqui (Google Imagens)
E tem aplicativo dos jardins para Iphone e Android grátis, só que em inglês e francês: aqui e no ITunes.

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Não deu tempo de ver Domínios de Maria Antonieta (Petit Trianon) e o Grand Trianon.

Site Oficial com horários, preços, acesso: aqui

Fotos do Flickr do Palácio Versalhes em várias épocas e enviados por visitantes: aqui

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Foi um dos locais que mais gostei de visitar teria passado o dia inteiro (que é o ideal) fiquei umas 4 horas lá mas ainda tinha que visitar o Louvre (adoro museus) e o Arco do Triunfo. Que ficou para o próximo post: Paris: Louvre- Arco do Triunfo